Pesquisa
As
reivindicações, organizadas pela Rede de comunidades do Extremo Sul, dizem
respeito, principalmente, ao número de unidades básicas de saúde na região. Mas
apontam também problemas mais complexos, como a inexistência de unidades para
atendimento em saúde mental e a agenda fechada. Ao buscar a UBS para marcar uma
consulta, a pessoa recebe como resposta que não há agenda para determinada
especialidade. Isso esconde a demanda. Muitas vezes só há um dia por mês para
marcar uma consulta. Se as pessoas tivessem sua demanda registrada, seria visto
que o problema de agendamento é muito maior do que dois, três meses para
conseguir atendimento.
A região
está cada vez mais populosa, mas os estabelecimentos de saúde não acompanham
esse crescimento, faltam médicos e unidades. Muitas pessoas dizem que ao
procurar as UBSs, em dias de marcação de consultas, o que se vê são imensas
filas, insatisfação e falta de vagas por especialidade, entre outros problemas.
A população chega muito cedo a porta das UBSs, em geral por volta de cinco da
manhã, para garantir lugar na fila. E esse é um problema bastante antigo.
O
distrito do grajaú possui 444.593 habitantes. O relatório de política nacional
de atenção básica do sistema único de saúde (SUS) aponta como parâmetro para
atendimento da população, em atenção básica, uma UBS com Estratégia Saúde da
Família (ESF) para cada 12 mil habitantes ou uma UBS sem a Estratégia Saúde
Família para cada 30 mil habitantes. Com base em dados disponíveis no site da
prefeitura de São Paulo e informações obtidas nas próprias UBSs, a região do
Grajaú tem a ESF em todas as suas unidades.
Na
relação de estabelecimentos de Saúde da Secretaria de Saúde, de abril de 2012,
constam 12 Unidades Básicas de Saúde no Grajaú. Dessa forma, a prtir de um
cálculo simples, temos uma base de mais de 35 mil pessoas atendidas para cada
UBS na região do grajaú. Um número quase três vezes maior que o parâmetro
estabelecido pelas diretrizes do SUS. Uma carência de cerca de 24 Unidades
Básica de Saúde. Existe a previsão de estabelecimento de, ao menos, uma Unidade
Básica de Saúde na região, no bairro de cantinho do Céu.
Principais problemas
do hospital Grajaú
Os
principais problemas do hospital grajaú são: A falta de atendimento, há muitas
pessoas que ficam esperando horas e horas para serem atendidos, eles enfrentam
várias filas, há muitas pessoas passando mal que tem que ser atendida
rapidamente mais não são, muitas vezes falta quartos para os pacientes eles
acabam ficando em uma cama no corredor do hospital, muitos poucos médicos para
tanta gente, então há muita falta de estrutura.O atendimento é muito demorado
também quando se chama o SAMU é cerca de horas para o socorro chegar, ou
seja,há inúmeros problemas para serem solucionados.
Pincipais problemas dos
postos de saúde
A falta
de medicamento é o principal problema dos postos de saúde, há também muitas
pessoas aguardando em filas imensas para um atendimento, para marcar consultas,
tanto no hospital quanto nos postos de saúde é muito demorado só vão chamar
depois de alguns meses.
Solução desses problemas tanto no hospital quanto nos
postos de saúde
A solução
é colocar mais médicos capacitados para os atendimentos, construir novos postos
e hospitais por que só esses não estão dando conta de uma população tão grande,
para as pessoas serem atendidas rapidamente quando estiverem passando mal, dar
verbas para ter mais medicamentos.
Entrevista
1
Ane:Oi Bom dia! Eu sou a Ane Caroline do 1 ano
do ensino médio, e estou aqui para fazer algumas perguntas sobre o posto. Você
aceita dá essa entrevista?
Entrevistada:
Sim
Ane: Aceita que ela seja publicada?
Entrevistada:
Sim, eu aceito.
Ane: Quais são os problemas que tem no posto?
Entrevistada:
Falta de médicos e
falta de medicação.
Ane:Sinceramente o que você acha do
atendimento médico?
Entrevistada: Razuável.
Ane:Você acha que os médicos são responsáveis
pelo seus atos?
Entrevistada:São todos são responsáveis pelo seus atos.
Ane:O que falta no posto?
Entrevistada:Já repetindo médicos, falta de medicação,
as pessoas terem mais respeito com os trabalhadores do posto.
Ane:Por que tanta reclamação sobre o
atendimento e a estrutura?
Entrevistada: Não sei dizer.
Ane:Qual é o motivo de tanta demora? Você acha
que pode ser por falta de médicos ou não?
Entrevistada:é por falta de médicos, a gente atende uma
população de cerca de 36 mil pessoas e o espaço é pequeno para tanta gente.
Ane:Você sabe como podemos solucionar esses
problemas?
Entrevistada:é isso aí já depende dos governantes
investir mais na saúde.
Ane:é aumentando o número de hospitais, de
postos de saúde,contratando mais médicos.
Entrevistada:é isso mesmo.
Ane:Você acha que aumentando o tempo de
atendimento pode melhorar a reclamação e as pessoas serão atendidas
rapidamente?
Entrevistada:Não depende do tempo de atendimento não,
para o trabalho ser melhor é falta de estrutura mesmo.
Entrevista
2
Caique:Quais problemas mais comuns e como
resolvê- los a respeito da saúde pública?
Entrevistada:Os problemas mais comuns, sem dúvida, são
a quantidade de pacientes para determinados postos, então a demanda é muito
grande para quantidade de postos que a gente tem disponível hoje, ainda mais
quando fecha algum hospital, então a procura fica muito maior, então acredito
que esse seja o maior problema hoje.
Caique:E você acha então, que por exemplo,se
aumentasse o número de hospitais que nem eles pensam, no terreno que eles tem
em construir prédios ou escola, eles deveriam preferenciar os hospitais?
Entrevistada:Sim, eu acho que eles deveriam
preferenciar os hospitais, porque aqui na região mesmo, temos bastante, mais
não são suficientes para a quantidade de moradores que temos na região, então
sem dúvidas, até porque não vejo muito investimento em escolas aqui no bairro,
então acredito que agora com o hospital de parelheiros as coisas vão melhorar
um pouco a quantidade do fluxo de pacientes do que ter que vim no posto pra
verificar uma pressão ter que ficar esperando muito, acho que sim.
Caique:E quais piores casos já ocorridos?
Entrevistada:Isso aí eu já não vou conseguir te
responder, eu sou nova e não tenho nenhuma experiência de casos ruins ocorridos
ainda.
Caique:E o que falta nos hospitais que já forma
pedidos e vocês não receram nenhuma resposta e nem o retorno?
Entrevistada:Não pelo pouco tempo que eu tô aqui até
agora não falta nenhum material pelo menos aqui na UBS não tem falta de
material, não tem falta de profissionais, o quadro de profissionais tá
completo, o que acontece mesmo é que a quantidade de demanda é grande, mais
material pelo contrário a gente tem bastante coisa.
Caique:E referente a infra-estrutura o que você
acha que poderia melhorar ou você acha que já tá perfeito do jeito que tá?
Entrevistada:Não, infra-estrutura também eu não tenho
do que reclamar, todos os médicos tem o seu consultório, todass as equipes tem
o seu consultório, todas as salas são muito bem organizadas, banheiro tem fácil
acesso, aceso para cadeirante, não tenho o que reclamar, pelo menos, não da
unidade que eu trabalho e se outras pessoas reclamam é uma vivência que eu não
tenho, aqui eu não tenho o que reclamar.
Caique:E o que você sabe referente a saúde de São
paulo ou do grajaú, o que você poderia fala tipo o que você acha que poderia
melhorar ou os problemas que tem na cidade de São paulo toda ou só no grajaú o
que você achar melhor?
Entrevistada:Eu acho o que demora muito o que acaba
atrasando muito o tratamento de alguns pacientes é a questão dos médicos
especialistas, médicos generalistas tem muito, agora médicos especialistas eu
acho que demora um pouco que são os cardiologistas, quimiologistas que as
pessoas ficam muito tempo esperando vaga, mais também acredito que seja por
conta de falta de alguns profissionais e por conta de demandas muito grandes
também, eu acho que esse é o único problema que eu consigo ver até agora.
Caique:E uma solução cabível pra isso você ver ou
não?
Entrevistada:A solução cabível é a contratação de mais
profissionais especialistas.
Entrevista
3
Caique:Eu sou do 1 ano do ensino médio eu queria
que você respondesse quais os problemas mais comuns e como resolvê-los tanto do
hospital quanto da saúde como você preferir?
Entrevistada:Olha eu acho que os problemas mais comuns
que a gente tem no momento são as grandes demandas né, a população tem bastante
necessidades, tem bastante carências né, não só em relação a saúde mais também
uma questão social, então assim essa grande demanda acaba influenciando no
atendimento né a população vem crescendo muito só que os órgãos públicos não
vem contribuindo com esse crescimento, então acaba deixando a desejar algumas
coisa. É se for em relação a saúde em si o que a gente mais tem são pacientes
com doenças crônicas e que precisam de acompanhamento mentalmente ou
semestralmente né, problemas como: inpertenção,diabetes né que precisam de um
acompanhamento contínuo e de grande incidência.
Caique:E o que já foi pedido, e o que falta nos
postos?
Entrevistada:Bom, em relação a população eles não
conseguem definir muito bem o que é um posto de saúde e o que é um hospital, o
que é um pronto atendimento e o que é uma emergência, então geralmente o que
eles mais cobram da gente é as consultas médicas especializadas aqui na
unidade, só que aqui é unidade básica de sáude,a gente não trabalha com
especialistas, a gente tem uma equipe multiprofissional né, mais não é
especialista por exemplo: aqui a gente não tem ginicologista, a gente não tem
pediatria e não é porque não tem na região é porque a unidade em si ela não
trabalha com esse tipo de atendimento, é PSF, é programa saúde da família e a
gente trabalha com médicos generalistas, se precisa de alguma especialidade aí
a gente encaminha pra outra instituição, então relacionado a essa unidade é o
que eles mais cobram tá são consultas com especialistas.
Caique:E o que vocês mais pedem por
exemplo:relacionado a medicamento esses tipos de coisas equipamentos, o que
vocês mais pedem e que não chegam ou que vocês não são correspondidos ou alguma
coisa assim?
Entrevistada:Bom, o que a gente mais precisa pro
atendimento que a unidade se propõe a gente até que é bem estruturado a gente
tem uma unidade grande que tem bastante espaço físico, de vez em quando falta
né, falta alguma medicação, falta alguma coisa mais isso é comum, quando falta
aqui geralmente tá faltando na rede, mais a gente como profissionais que
trabalha com PSF, a gente faz bastante grupos educativos, tem um local próprio
para o grupo educativo.
Caique:E você pode falar um pouco sobre a saúde?
Entrevistada:É uma população doente né, no geral né, na
verdade assim a gente tem como eu te falei no início, uma população muito
carente que necessita de muitos recursos, mais como o ministério da saúde
preconiza né, saúde é o bem estar físico, mental e social, então a saúde não
significa exatamente a ausência da doença né, as vezes as pessoas falam ela não
está doente fisicamente, mais ela não tem emprego, ela não tem casa, então tudo
isso contribui para uma vida saudável, então assim é a nossa população ela é
carente de bastantes recursos né, tanto emocional, como financeiro, como
espectativa de vida, ou em relação ao trabalho, ao estudo.Então isso vive
interferindo na saúde, sempre considera a população no todo como doente por
conta disso, não só por conta da ausência da doença, mais por conta de outras
coisas que fazem parte da saúde e que falta na comunidade.
Caique:Tá, então você acha que por falta de
emprego,moradia é que ocorre mais problemas de saúde alguma coisa assim do
tipo, não só pela falta de medicamentos alguma coisa do tipo, mais também por
causa da espectativa de vida?
Entrevistada:sim, com toda certeza, o bem estar do
paciente como um todo, a vida deles social, o ritmo de vida que ele tem acaba
influenciando sim pra que ele venha e se encontre no processo de doença.
Caique:Então, o problema como todos dizem dos
políticos, a maior parte é por causa da população mesmo que acaba exagerando um
pouco, vamos dizer assim, e não fazendo por onde, e aí acabam reclamando do
posto sendo que o posto não tem nada a ver com isso ou política mesmo?
Entrevistada:Na verdade, o que a população mais precisa
é ser mais orientada em relação o que cada gestor faz e o que cada unidade, qual é o papel de cada unidade de
cada espera né, a gente tem um atendimento básico, tem um atendimento médio e
tem um atendimento elevado vamos colocar dessa maneira, então o atendimento
básico trabalha o que a prevenção tá, o médio ele dá atendimento a urgência tá
e o elevado a emergência, então cada órgão ele tem a sua competência, e na
verdade o que falta para a população é essa falta de esclarecimento o que cada
unidade faz, qual o papel de cada instituição, quando que ela deve procurar um
posto de saúde, quando que ela deve procurar um hospital ou quando que ela deve
procurar um AMA, se confundem nessas informações, então as vezes eles vem em
busca de alguma coisa por exemplo:o paciente tá passando mal né ele vem pra
unidade, não que a unidade não vai dá o primeiro atendimento nós somos
obrigados a dá, mais seria mais eficaz se eles fossem a um AMA, onde tem
recursos, tem pessoas preparadas pra dá um pronto atendimento de imediato,então
assim a política concerteza acaba influenciando,assim não tem como tirar a
responsabilidade dos políticos em relação a saúde né,lógico tem que investir
mais em hospitais,tem que investir mais em postos,tem que ampliar o
atendimento,isso por parte da política né,cabe aos governantes aos nossos
presidentes,os governadores tá propocionando isso para a população,lógico que a
demanda acaba influenciando simplesmente porque é uma grande demanda, tô
falando do geral,não só da unidade, na unidade a gente trabalha com área de
abrangente, mas agora tô falando em um geral, então tem uma demanda maior,lógico
que os governantes tem por obrigação de construirem mais hospitais,construir
mais maternidades e propocionar recursos para que o atendimento seja mais
rápido e eficaz é uma deficiência que existe não é de hoje né e eu acho que
sempre vai existir na saúde,mais cabe também a população ddefinir o que é cada
coisa, o que cada atendimento propõe pra que ela vá exatamente no local que ela
tá precisando naquele momento,porque se ela chega em um lugar e ela não pode sr
propriamente atendida como ela queria, ela fica muito frustrada.
Integrantes
Ane Caroline
Ingrid Santos
Caio Lima
Caique Alves
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